E foi no instante do olhar. Na suspensão do estar.
Presente.
Entregue.
Inteiro.
Que vi a lua - refletida em ti-
Sorrindo um sorriso de paz.
L.H.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Talvez a maior dificuldade de ‘ser’ está implícita no fato
de sermos humanos.
Com vontades humanas.
Desejos humanos.
Sentimentos humanos.
Talvez, aceitando esta condição tão efêmera e tão relativa,
Cheia de atos falhos
E viciados.
Sejamos capazes de entender nossos “medos bobos e coragens
absurdas”. (Clarice Lispector).
L.H. sem aspas.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Ensaio sobre o Perdão
Perdão eu te peço por toda minha imaturidade.
Pela minha ansiedade e conseqüentemente a dificuldade em
entender o teu momento. O teu silêncio.
Não sabia me calar. Pois para mim era incômodo lidar com a
ausência. Fosse de palavras, idéias. Sentimentos. Sensações.
Eu esperava uma reação a qual eu estava acostumada.
Algo que minha consciência, vivência, criação, meu ser... soubesse
lidar. Soubesse associar.
Esqueci-me de olhar teu lado.
Não tive estrutura para te ajudar.
Pois olhava para mim. Esperava uma mudança externa. Rápida. Corrida..
(como sempre me falastes).
Não consegui enxergar, pois naquele momento meu horizonte
limitava-se aquilo que até então tinha vivido e idealizado.
Hoje. Longe. Distante. Silenciada. Internalizada
Percebo, sinto. E peço perdão pela minha falta
Pelo meu egoísmo.
Egocentrismo.
Pelas minhas próprias mãos que nos sufocaram. Desestabilizaram.
E me tornaram insensível a tua. Minha. Nossa. Humanidade.
L.H. à Girassol.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Haverá tempos em que a dor nos moverá.
A dor de uma perda.
A dor de um amor que se perdeu.
A dor de não entender.
A dor de viver sem saber. (Em momentos que a razão
predomina a emoção.)
Haverá dias em que nos sentiremos sós.
E a única coisa que nos acalentará será um abraço amigo, um
sorriso alheio
Ou até uma xícara de café com canela; Papel e caneta para
chorar tristes dizeres.
Agora, haverão momentos em que o amor nos moverá.
E quando isso acontecer haveremos de nos lembrar de que cada
sofrer,
Cada entristecer; Anoitecer; Encolher.
Diminuirá e
Iluminar-se-á com a presença de nós mesmos, plenos. Inteiros
e presentes.
Num presente que construiremos como queremos.
L.H.
domingo, 7 de julho de 2013
vai brilhar.
Se não fosse o brilho das estrelas.
Ou as pedrinhas que fazem a rua ladrilhar
Talvez,
Eu deixasse de acreditar...
Que o amor há de me enlaçar.
L.H.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Avoa
Voa passarinho. Voa para além mar. Voa infinito por esse céu
que faz corar.
Sente em tua asa o vento passar.
Plana neste imenso azul que de nuvens brancas se faz pintar.
Sente em tua pele a vida significar.
Busca a verdade.
Nos olhos sinceros que refletem teu próprio olhar.
Busca o sorriso daquele que não pretende sorrir.
Cativa o menino de rua que só quer se fazer ouvir.
Toca e segura àquele que tem medo de cair.
Voa passarinho.
E intensifica com o teu “passar”
Corações e vidas
Que as vezes esquecem de amar.
L.H.
Parede
É áspera a superfície que há entre nós
Ao ver te.
Limo-me.
Arde.
Porque ainda não é possível
Atravessar.
Escalar.
Ela simplesmente está.
E machuca.
Raspa.
E eu, ainda não descobri um caminho para desviar
Contornar.
Ou até mesmo, coragem para a encarar.
L.H.
Gota
Veja só você.
caro ser humano
que estendeu-me um coração.
digo-lhe.
"Em mim não se fie"
pois
aqui, deste lado
vive. pulsa. um coração -neste instante - embaralhado.
L.H.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Ouviu-se a noite o silêncio.
A ausência do canto. Da palavra. Dos ruídos. Dos passos e
pegadas.
Ouvi a ausência dos teus pensamentos.
Senti falta dos teus braços.
Procurei-te em meus sonhos.
Mas até mesmo nesses, você já não estava.
Sinto a cada dia,
O lento maturar de minhas pétalas.
E neste processo,
Uma dor que só aumenta.
As coisas não diminuem com o passar do tempo.
As coisas são – opcionalmente - esquecidas.
Mas nunca se vão.
A lembrança que quero o tempo não apagará.
Não diminuirá.
Elas permanecerão em mim. Frescas. Límpidas.
Tal como as águas correntes do rio.
Vivas. Em movimento.
As minhas lembranças são parte de mim.
E as principais. As tuas, as minhas, as nossas. Não
esquecerei jamais.
Por que me apaixonei por cada uma delas.
L.H.
domingo, 19 de maio de 2013
Enquanto escrevo sinto que me falta calor.
Algo quente em que possa acalentar minhas mãos. Meu pescoço nu.
E minha voz silenciosamente só.
Trago para perto de mim a xícara de chá. Maça com canela. É
quente.
Com isto aqueço minhas mãos. Meu peito. Meu coração.
Ao som suave que envolve meu corpo. Mente e espírito.
Visualizo-me em movimento. Deslizando por entre tais notas.
Dançando o som que quebra o silêncio absoluto da noite.
Vejo a pintura inexistente.
Ouço a palavra não proferida.
Desloco-me até a lua e sinto meus pés tocando seu solo frio
e arenoso.
Bebo o chá quente. Esta é o única coisa concreta que me liga
a este momento imaginado.
E o que escrevo? Não saberia dizer se são palavras ou sensações
personificadas do meu profundo momento de epifania.
O chá esfria.
L.H.
sábado, 18 de maio de 2013
Água quente caindo na pele fria.
Sua brancura realça o pulsar de suas veias.
Azul.
Aqueço-me pelo toque envolvente que apenas água sabe ter.
Sublime beijo que toca.
Amacia
Acaricia
Aquela superfície que endurece a cada dia cinza.
A cada nova ferida.
A toda covardia
De quem não sabe amar o amor.
Doce fantasia.
Água faz nascer em meu ser; Que de tal elemento é também
feito.
Passageiro.
Leviano.
Adaptável.
Estrondoso.
Tempestuoso.
Límpido ou lodoso.
Evoé a Água querida que tem o poder de ser o que quiser.
L.H.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Há alguns dias.. Instalou-se um vazio em meu peito.
Nada o preenche.
Não é por questão de escolha.
Tentei decidir e escolher muitas coisas para preenchê-lo.
Mas foram todas vãs tentativas. Por que sei
exatamente o que falta...
Eu ando.
E meu corpo locomove-se de um lado para o outro.
Não é quente; Frio, nem morno.
Está insensível a sensações.
Seja verão, primavera, outono, inverno.. ou qualquer variação
dessas estações.
As folhas caem.
Os pássaros voam.
A cidade,
Tudo se move. Locomove-se. Voa. Corre.
E eu,
Estou pausada.
Olho sem ver.
Falo sem dizer.
Escuto sem ouvir.
Existo ao invés de viver.
Parada. Invisível. Intocável. Imóvel. Insensível.
Completamente perdida dentro dos dias.
Dentro de mim.
Na imensidão da vida.
Procuro fugir ou me esconder.
Tento achar respostas para as perguntas que não consigo
entender.
É tudo tão incerto. Vago. Inóspito. Misterioso.
Que a impressão que tenho...
É que a vida, cansada de mim
Fez suas malas e se foi.
Fugiu também..
Para um lugar longínquo.
Sem deixar-me ao menos uma carta com endereço ou destino.
L.H.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
A incerteza invade meu peito
arracando de mim qualquer vestígio de paz que esteja sentindo.
Como denso nevoeiro
cega meus olhos,
censura meus pensametos,
tortura minha mente.
Esta dúvida tão frequente me tira o chão,
a calma,
me agustia o coração.
Restam apenas perguntas... tão misteriosas quanto as respostas..
E
Minha fé.
Minha fé no amor;
Que já gostou tanto de nós dois..
L.H.
arracando de mim qualquer vestígio de paz que esteja sentindo.
Como denso nevoeiro
cega meus olhos,
censura meus pensametos,
tortura minha mente.
Esta dúvida tão frequente me tira o chão,
a calma,
me agustia o coração.
Restam apenas perguntas... tão misteriosas quanto as respostas..
E
Minha fé.
Minha fé no amor;
Que já gostou tanto de nós dois..
L.H.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Te encontro logo mais
entre o girassol e a flor de cerejeira.
Logo ali no arco íris.
Entre árvores e floreiras.
Te encontro logo mais num imenso sorriso.
Na leveza da borboleta
No olhar do meu menino.
O gigante menino.
que me levou o coração
para alçar voo num arabesco balão.
Vem menino,
Vem brincar de pião
Só não te esqueças
Que teu brilho ascende escuridão.
Vem menino,
vem voar no balão.
Só não te esqueças de tornar nosso sonho
luminosa canção.
Vem menino
Vem crescer devagarinho
Vem amar bem de mansinho.
Vem iluminar este vitral colorido
Para tornar o mundo um caleidoscópio de emoção.
L.H.
entre o girassol e a flor de cerejeira.
Logo ali no arco íris.
Entre árvores e floreiras.
Te encontro logo mais num imenso sorriso.
Na leveza da borboleta
No olhar do meu menino.
O gigante menino.
que me levou o coração
para alçar voo num arabesco balão.
Vem menino,
Vem brincar de pião
Só não te esqueças
Que teu brilho ascende escuridão.
Vem menino,
vem voar no balão.
Só não te esqueças de tornar nosso sonho
luminosa canção.
Vem menino
Vem crescer devagarinho
Vem amar bem de mansinho.
Vem iluminar este vitral colorido
Para tornar o mundo um caleidoscópio de emoção.
L.H.
E para todo sonho
Uma esperança.
E viver apenas sob o signo desta?
Na esperança de que um sonho se realize.
Na eminência de que uma vida se concretize.
Onde está você?
Procuro-te por entre as lembranças.
Pelas nuvens e estrelas que percorremos na imensidão dos
dias e noites.
Pela Lua Branca que iluminou esta aliança.
Espero-te.
Por que há fé e esperança.
E sob o signo destas
Eternizarei minha breve existência.
L.H.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Borboleta azul que se põe a voar,
pinta céu
água do mar
e brilho no olhar.
Borboleta azul que escreve com vento
preenche com nuvens
e colore com arco íris.
Dança com os pássaros
Enfeita as folhas
E encanta as flores.
Borboleta azul que por onde passa deixa luz . toca. seduz.
Livre, leve e plena.
A borboleta azul torna eterno o que antes era efêmero.
L.H
pinta céu
água do mar
e brilho no olhar.
Borboleta azul que escreve com vento
preenche com nuvens
e colore com arco íris.
Dança com os pássaros
Enfeita as folhas
E encanta as flores.
Borboleta azul que por onde passa deixa luz . toca. seduz.
Livre, leve e plena.
A borboleta azul torna eterno o que antes era efêmero.
L.H
Denuncio minha inconstância pelo formato de minha letra.
Minhas linhas retas disformes. Cheias de curvas.
Circulares e pontuais.
Harmoniosas e tortas..
Firmes e trêmulas.
Sou toda feita de sim e não. De cima e baixo. De dentro e de
fora. De sorrisos e lágrimas. De altos e baixos.
Digo de antemão.
Não tentes me entender.
Fui feita apenas para sentir.
Já que não faço sentido algum...
L.H.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Caixa colorida.
Bebendo da mais profunda fonte subjetiva.
Embalo-me na essência infinda.
Vivencio a vida através de outros olhos.
De outros passos
De outros corpos.
Entrego-me ao que desconheço
Para reconhecer-me em outros lugares.
Sou um poço de pulso.
Um lago argento.
Uma bola de chicletes cor de rosa.
Uma toalha de mesa florida.
Um guarda-sol de praia.
Sou uma infinidade de coisas. Seres. Pensamentos. Emoções. Sensações.
Sou infinita e irreconhecível
Pois vivo cada momento,
Profundo.
Fundo.
Sou incabível pois quero viver e sentir o mundo!
L.H.
sábado, 9 de março de 2013
Os mesmos ventos que trouxeram
Levam-te agora...
Por quê?
O que o tempo nos reserva futuramente
Para que precisemos estar separados?
E se..
A única função de tudo que construímos
Fosse desconstruir?
E se todas as lágrimas que chorarmos
Quisessem apenas alertar
Que juntos..
Continuaríamos chorando?
E se... a única função do nosso amor..
Fosse nos mostrar o verdadeiro sentido da palavra dor?
E se...
Essa perguntas nunca
tiverem respostas?
E se..
Eu.. e todas as minhas perguntas...
Não passassem de uma grande e eterna dúvida?
L.H.
sábado, 2 de março de 2013
Passos de Gabriela.
Por entre seus lentos passos, Gabriela sente o mundo.
Engloba céus e terras com suspiros e respiros profundos.
Reinventa. Colore. Desenha.
Pinta com toda sua vasta imaginação um universo cheio de poesia.
...
Gabriela Voa.
Vive.
Sente.
Dança.
Chora.
Canta.
Encontra-se em olhares profundos e sorrisos sinceros.
Em toques macios, palavras sublimes e insetos.
Passeia e brinca por todas as camadas que a revestem.
Sempre cheia de vida.
Gabriela é Livre.
Linda.
É artista.
É infinita.
Com Amor,
L.H.
Por entre seus lentos passos, Gabriela sente o mundo.
Engloba céus e terras com suspiros e respiros profundos.
Reinventa. Colore. Desenha.
Pinta com toda sua vasta imaginação um universo cheio de poesia.
...
Gabriela Voa.
Vive.
Sente.
Dança.
Chora.
Canta.
Encontra-se em olhares profundos e sorrisos sinceros.
Em toques macios, palavras sublimes e insetos.
Passeia e brinca por todas as camadas que a revestem.
Sempre cheia de vida.
Gabriela é Livre.
Linda.
É artista.
É infinita.
Com Amor,
L.H.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Menino dos olhos de Mar
Gostava de flores,
de noites de luar,
de um pôr-de-sol que decompunha o céu em várias cores,
e de estrelas à brilhar.
Gostava de feixes de sol por entre os galhos de uma árvore,
de tardes de verão,
do aroma fresco da manteiga no pão,
do canto da cotovia,
e de toda a delicadeza com que a natureza se fazia.
Gostava de olhar. Observar as pequenas coisas que o mundo produzia.
No silêncio escrevia seus pensamentos.
Com seu olhar límpido azul-estrelado, transmitia tudo que sentia. Paixão. Essência. Emoção.
Ele,
Se constituía de pura sensibilidade, amor, sonho e magia.
Em seus olhos refletia-se um mundo de Fantasia.
Acreditava no Amor,
E por acreditar, transformava-se em tal sentimento.
Sonhava!
E por sonhar,
transformava sua realidade.
Ele era.
Ele é.
É o que sonha.
É o que quer.
É Amor.
É Magia.
É Arte.
É Poesia.
É Ator.
É Musico.
É Artista!
Ele é o que é.
E por ser o que é, de verdade,
Tornou-se o menino dos meus olhos. do meu sorriso. do meu coração. do meu amor. Da minha canção.
L.H.
À A.B.
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