sexta-feira, 13 de setembro de 2013

E foi no instante do olhar. Na suspensão do estar.

Presente.

Entregue.

Inteiro.

Que vi a lua - refletida em ti-

Sorrindo um sorriso de paz.





L.H.




Talvez a maior dificuldade de ‘ser’ está implícita no fato de sermos humanos.

Com vontades humanas.

Desejos humanos.

Sentimentos humanos.

Talvez, aceitando esta condição tão efêmera e tão relativa,

Cheia de atos falhos

E viciados.

Sejamos capazes de entender nossos “medos bobos e coragens absurdas”. (Clarice Lispector). 


L.H. sem aspas.


Agradeço-te por cada momento.

Não te espero no futuro.

Nem te cobro um passado.

Não te colorirei.

Não te fantasiarei.

Não te sonharei.

Claro que amarei,

Porque isto para mim é tão natural quanto existir.

Mas com você

Eu não esperarei nada

Além de um bem vivido agora.



L.H.



Prefiro ser a ter.

Prefiro ir a ficar.

Prefiro mudar a estagnar.

Prefiro voar a andar.

Prefiro viver a sonhar.

Prefiro ser e não saber.

Prefiro o talvez.



Agora,

Dependendo das circunstâncias posso preferir todos os contrários.





L.H.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ensaio sobre o Perdão




Perdão eu te peço por toda minha imaturidade.

Pela minha ansiedade e conseqüentemente a dificuldade em entender o teu momento. O teu silêncio.

Não sabia me calar. Pois para mim era incômodo lidar com a ausência. Fosse de palavras, idéias. Sentimentos. Sensações.

Eu esperava uma reação a qual eu estava acostumada.

Algo que minha consciência, vivência, criação, meu ser... soubesse lidar. Soubesse associar.

Esqueci-me de olhar teu lado.

Não tive estrutura para te ajudar.

Pois olhava para mim. Esperava uma mudança externa. Rápida. Corrida.. (como sempre me falastes).

Não consegui enxergar, pois naquele momento meu horizonte limitava-se aquilo que até então tinha vivido e idealizado.

Hoje. Longe. Distante. Silenciada. Internalizada

Percebo, sinto. E peço perdão pela minha falta

Pelo meu egoísmo.

Egocentrismo.

Pelas minhas próprias mãos que nos sufocaram. Desestabilizaram. E me tornaram insensível a tua. Minha. Nossa. Humanidade.



L.H. à Girassol.

terça-feira, 16 de julho de 2013






Haverá tempos em que a dor nos moverá.

A dor de uma perda.

A dor de um amor que se perdeu.

A dor de não entender.

A dor de viver sem saber. (Em momentos que a razão predomina a emoção.)

Haverá dias em que nos sentiremos sós.

E a única coisa que nos acalentará será um abraço amigo, um sorriso alheio

Ou até uma xícara de café com canela; Papel e caneta para chorar tristes dizeres.

Agora, haverão momentos em que o amor nos moverá.

E quando isso acontecer haveremos de nos lembrar de que cada sofrer,

Cada entristecer; Anoitecer; Encolher.

Diminuirá e

Iluminar-se-á com a presença de nós mesmos, plenos. Inteiros e presentes.

Num presente que construiremos como queremos.


L.H.

domingo, 7 de julho de 2013

vai brilhar.




Se não fosse o brilho das estrelas.

Ou as pedrinhas que fazem a rua ladrilhar

Talvez,

Eu deixasse de acreditar...

Que o amor há de me enlaçar.





L.H.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Avoa



Voa passarinho. Voa para além mar. Voa infinito por esse céu que faz corar.

Sente em tua asa o vento passar.

Plana neste imenso azul que de nuvens brancas se faz pintar.

Sente em tua pele a vida significar.

Busca a verdade.

Nos olhos sinceros que refletem teu próprio olhar.

Busca o sorriso daquele que não pretende sorrir.

Cativa o menino de rua que só quer se fazer ouvir.

Toca e segura àquele que tem medo de cair.

Voa passarinho.

E intensifica com o teu “passar”

Corações e vidas

Que as vezes esquecem de amar.

 
 L.H.

Parede




É áspera a superfície que há entre nós



Ao ver te.



Limo-me.



Arde.



Porque ainda não é possível



Atravessar.



Escalar.



Ela simplesmente está.



E machuca.



Raspa.



E eu, ainda não descobri um caminho para desviar



Contornar.



Ou até mesmo, coragem para a encarar.



L.H.

Gota

Veja só você.
  
caro ser humano

que estendeu-me um coração.

 
digo-lhe.

 
"Em mim não se fie"

 
pois

 
aqui, deste lado

 
vive. pulsa. um coração -neste instante - embaralhado.
 
 
L.H.

segunda-feira, 24 de junho de 2013



Vive no espaço de um abraço

O começo da vontade.

Uma outra realidade.

Tão urgente, tão precisa.

Vive neste toque

Um calor que desconhecia.

Que tem o frescor do que vivia

Adormecido em meu ser.

E é na pele macia;

Neste encontro que

Reaviva sentidos

Que me peguei sorrindo

Um sorriso de paz.


L.H.

domingo, 23 de junho de 2013

Venha brilhar.

Aurora e luar.

Venha

banhar com

tamanha grandeza

As centenas de fogueiras que reluzem

como estrelas, cada ser, cada olhar.

Cintila céu.

Espelhado no mar.

Reluzente

Sol, 

vem nos acalentar.

Viva ar.

Viva água.

Viva luz.

Viro água.

Presentificando

meu ser;

Estar.


L.H.

segunda-feira, 27 de maio de 2013



E se um dia

Casar

De nos encontrarmos,

Casaremos nossos olhares.

Pois foi isso que sempre fizemos de melhor.

Caso. Case no acaso

Um casar de caminhos,

Casemos nossos caminhares.

Para que juntos

Andemos.

Casados apenas com nosso Amor e Arte.


L.H.

quarta-feira, 22 de maio de 2013





Ouviu-se a noite o silêncio.

A ausência do canto. Da palavra. Dos ruídos. Dos passos e pegadas.

Ouvi a ausência dos teus pensamentos.

Senti falta dos teus braços.

Procurei-te em meus sonhos.

Mas até mesmo nesses, você já não estava.

Sinto a cada dia,

O lento maturar de minhas pétalas.

E neste processo,

Uma dor que só aumenta.

As coisas não diminuem com o passar do tempo.

As coisas são – opcionalmente - esquecidas.

Mas nunca se vão.

A lembrança que quero o tempo não apagará.

Não diminuirá.

Elas permanecerão em mim. Frescas. Límpidas.

Tal como as águas correntes do rio.

Vivas. Em movimento.

As minhas lembranças são parte de mim.

E as principais. As tuas, as minhas, as nossas. Não esquecerei jamais.

Por que me apaixonei por cada uma delas.

L.H.

domingo, 19 de maio de 2013



Enquanto escrevo sinto que me falta calor.

Algo quente em que possa acalentar minhas mãos. Meu pescoço nu. E minha voz silenciosamente só.

Trago para perto de mim a xícara de chá. Maça com canela. É quente.

Com isto aqueço minhas mãos. Meu peito. Meu coração.

Ao som suave que envolve meu corpo. Mente e espírito.

Visualizo-me em movimento. Deslizando por entre tais notas.

Dançando o som que quebra o silêncio absoluto da noite.

Vejo a pintura inexistente.

Ouço a palavra não proferida.

Desloco-me até a lua e sinto meus pés tocando seu solo frio e arenoso.

Bebo o chá quente. Esta é o única coisa concreta que me liga a este momento imaginado.

E o que escrevo? Não saberia dizer se são palavras ou sensações personificadas do meu profundo momento de epifania.

O chá esfria. 


L.H.

sábado, 18 de maio de 2013





Água quente caindo na pele fria.

Sua brancura realça o pulsar de suas veias.

Azul.

Aqueço-me pelo toque envolvente que apenas água sabe ter.

Sublime beijo que toca.

Amacia

Acaricia

Aquela superfície que endurece a cada dia cinza.

A cada nova ferida.

A toda covardia

De quem não sabe amar o amor.

Doce fantasia.

Água faz nascer em meu ser; Que de tal elemento é também feito.

Passageiro.

Leviano.

Adaptável.

Estrondoso.

Tempestuoso.

Límpido ou lodoso.

Evoé a Água querida que tem o poder de ser o que quiser.


L.H.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ando 

em meio.

por dentro.

por entre dúvidas.


Percorro

um infindável caminho

preenchido

por perguntas sem respostas.
 

A maior delas;

A de não saber  se quero saber as respostas...



L.H.



Há alguns dias.. Instalou-se um vazio em meu peito.

Nada o preenche.

Não é por questão de escolha.

Tentei decidir e escolher muitas coisas para preenchê-lo.

Mas foram todas vãs tentativas. Por que sei exatamente o que falta...

Eu ando.

E meu corpo locomove-se de um lado para o outro.

Não é quente; Frio, nem morno.

Está insensível a sensações.

Seja verão, primavera, outono, inverno.. ou qualquer variação dessas estações.

As folhas caem.

Os pássaros voam.

A cidade,

Tudo se move. Locomove-se. Voa. Corre.

E eu,

Estou pausada.

Olho sem ver.

Falo sem dizer.

Escuto sem ouvir.

Como por comer.

Existo ao invés de viver.

Parada. Invisível. Intocável. Imóvel. Insensível.

Completamente perdida dentro dos dias.

Dentro de mim.

Na imensidão da vida.

Procuro fugir ou me esconder.

Tento achar respostas para as perguntas que não consigo entender.

É tudo tão incerto. Vago. Inóspito. Misterioso.

Que a impressão que tenho...

É que a vida, cansada de mim

Fez suas malas e se foi.

 Fugiu também..

Para um lugar longínquo.

Sem deixar-me ao menos uma carta com endereço ou destino.



L.H.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A incerteza invade meu peito

arracando de mim qualquer vestígio de paz que esteja sentindo.

Como denso nevoeiro

cega meus olhos,

censura meus pensametos,

tortura minha mente.

Esta dúvida tão frequente me tira o chão,

a calma,

me agustia o coração.

Restam apenas perguntas... tão misteriosas quanto as respostas..

E

Minha fé.

Minha fé no amor;

Que já gostou tanto de nós dois..


L.H.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Te encontro logo mais

entre o girassol e a flor de cerejeira.

Logo ali no arco íris.

Entre árvores e floreiras.



Te encontro logo mais num imenso sorriso.

Na leveza da borboleta

No olhar do meu menino.


O gigante menino.

que me levou o coração

para alçar voo num arabesco balão.



Vem menino,

Vem brincar de pião

Só não te esqueças

Que teu brilho ascende escuridão.



Vem menino,

vem voar no balão.

Só não  te esqueças de tornar nosso sonho

luminosa canção.


Vem menino

Vem crescer devagarinho

Vem amar bem de mansinho.

Vem iluminar este vitral colorido

Para tornar o mundo um caleidoscópio de emoção.



L.H.

E para todo sonho

Uma esperança.

E viver apenas sob o signo desta?

Na esperança de que um sonho se realize.

Na eminência de que uma vida se concretize.

Onde está você?

Procuro-te por entre as lembranças.

Pelas nuvens e estrelas que percorremos na imensidão dos dias e noites.

Pela Lua Branca que iluminou esta aliança.

Espero-te.

Por que há fé e esperança.

E sob o signo destas

Eternizarei minha breve existência.



L.H.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Borboleta azul que se põe a voar,

pinta céu

         água do mar

        e brilho no olhar.


Borboleta azul que escreve com vento

           preenche com nuvens

          e colore com arco íris.


Dança com os pássaros

Enfeita as folhas

E encanta as flores.

Borboleta azul que por onde passa deixa luz . toca. seduz.


Livre, leve e plena.

A borboleta azul torna eterno o que antes era efêmero.



L.H
Enquanto as nuvens andam

                as folhas caem

               e os feixes de sol escondem-se timidamente por entre galhos e ramalhetes,




Meus pensamentos percorrem e me levam até meu amor,


               que com asas de pássaro voou e deixou apenas sementes,


                que cultivo com as lembranças de nós dois.




L.H.
Que tu compadeças os devaneios de teu amor.

Que tu compreendas que sua alma deve permanecer livre para voar.
   

                                                                                        para viajar em seu próprio universo..
                                                                                        ...em pensamentos..... por todo céu e mar.



Que tu entendas que seu sorriso é do mundo,

Mas que o amor por ti permanecerá.....



 se...


                                                                       A Libertar.




L.H.






Se fosse um movimento artístico, seria o surrealismo.

Que se define pela falta de consenso

 E é melhor representado pela arte da poesia. 




L.H.


Denuncio minha inconstância pelo formato de minha letra.

Minhas linhas retas disformes. Cheias de curvas.

Circulares e pontuais.

Harmoniosas e tortas..

Firmes e trêmulas.

Sou toda feita de sim e não. De cima e baixo. De dentro e de fora. De sorrisos e lágrimas. De altos e baixos.

Digo de antemão.

Não tentes me entender.

Fui feita apenas para sentir.

Já que não faço sentido algum...


L.H.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sou o que sou  hoje.

Exatamente assim.

Olhe bem.

Sinta-me

Perceba-me

Pois amanha.
 
Serei 

Diferente de tudo que já fui;



E hei de ser..










L.H. 

Caixa colorida.





Bebendo da mais profunda fonte subjetiva.

Embalo-me na essência infinda.

Vivencio a vida através de outros olhos.

De outros passos

De outros corpos.

Entrego-me ao que desconheço

Para reconhecer-me em outros lugares.

Sou um poço de pulso.

Um lago argento.

Uma bola de chicletes cor de rosa.

Uma toalha de mesa florida.

Um guarda-sol de praia.

Sou uma infinidade de coisas. Seres. Pensamentos. Emoções. Sensações.

Sou infinita e irreconhecível

Pois vivo cada momento,

Profundo.

Fundo.

Sou incabível pois quero viver e sentir o mundo!


L.H.

sábado, 9 de março de 2013




Os mesmos ventos que trouxeram

Levam-te agora...

Por quê?

O que o tempo nos reserva futuramente

Para que precisemos estar separados?

E se..

A única função de tudo que construímos

Fosse desconstruir?

E se todas as lágrimas que chorarmos

Quisessem apenas alertar

Que juntos..

Continuaríamos chorando?

E se... a única função do nosso amor..

Fosse nos mostrar o verdadeiro sentido da palavra dor?

E se...





Essa perguntas nunca tiverem respostas?

E se..

Eu.. e todas as minhas perguntas...

Não passassem de uma grande e eterna dúvida?


L.H.

sábado, 2 de março de 2013


Passos de Gabriela.

Por entre seus lentos passos, Gabriela sente o mundo.

Engloba céus e terras com suspiros e respiros profundos.

Reinventa. Colore. Desenha.

Pinta com toda sua vasta imaginação um universo cheio de poesia.
...
Gabriela Voa.

Vive.

Sente.

Dança.

Chora.

Canta.

Encontra-se em olhares profundos e sorrisos sinceros.

Em toques macios, palavras sublimes e insetos.

Passeia e brinca por todas as camadas que a revestem.

Sempre cheia de vida.

Gabriela é Livre.

Linda.

É artista.

É infinita.

Com Amor,

L.H.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Menino dos olhos de Mar

Gostava de flores, 
              de noites de luar,
              de um pôr-de-sol que decompunha o céu em várias cores,
              e de estrelas à brilhar.

Gostava de feixes de sol por entre os galhos de uma árvore,
                            de tardes de verão,
                            do aroma fresco da manteiga no pão,
                            do canto da cotovia,
                            e de toda a delicadeza com que a natureza se fazia.

Gostava de olhar. Observar as pequenas coisas que o mundo produzia.

No silêncio escrevia seus pensamentos.

Com seu olhar límpido azul-estrelado, transmitia tudo que sentia. Paixão. Essência. Emoção.

Ele,

    Se constituía de pura sensibilidade, amor, sonho e magia.

Em seus olhos refletia-se um mundo de Fantasia.



Acreditava no Amor,
E por acreditar, transformava-se em tal sentimento.

Sonhava!
E por sonhar, 
transformava sua realidade.


Ele era. 
Ele é.
É o que sonha.
É o que quer.

É Amor.
É Magia.
É Arte.
É Poesia.

É Ator.
É Musico.

É Artista!

Ele é o que é.
E por ser o que é, de verdade,
Tornou-se o menino dos meus olhos. do meu sorriso. do meu coração. do meu amor. Da minha canção.



L.H.

À      A.B.