Perdão eu te peço por toda minha imaturidade.
Pela minha ansiedade e conseqüentemente a dificuldade em
entender o teu momento. O teu silêncio.
Não sabia me calar. Pois para mim era incômodo lidar com a
ausência. Fosse de palavras, idéias. Sentimentos. Sensações.
Eu esperava uma reação a qual eu estava acostumada.
Algo que minha consciência, vivência, criação, meu ser... soubesse
lidar. Soubesse associar.
Esqueci-me de olhar teu lado.
Não tive estrutura para te ajudar.
Pois olhava para mim. Esperava uma mudança externa. Rápida. Corrida..
(como sempre me falastes).
Não consegui enxergar, pois naquele momento meu horizonte
limitava-se aquilo que até então tinha vivido e idealizado.
Hoje. Longe. Distante. Silenciada. Internalizada
Percebo, sinto. E peço perdão pela minha falta
Pelo meu egoísmo.
Egocentrismo.
Pelas minhas próprias mãos que nos sufocaram. Desestabilizaram.
E me tornaram insensível a tua. Minha. Nossa. Humanidade.
L.H. à Girassol.
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