É com imenso aperto em meu peito
E lágrimas nos olhos
Que venho lhe pedir
Mais uma vez.
Mais uma única vez.
Se estiver pedindo muito,
Peço que respire fundo e
Deixe a Lua banhar- nos uma vez mais, sequer.
Se não.
Um último olhar.
Um “primeiro – último” encontro.
No parque.
Para que sejamos abençoados pelas folhas que caem, lentamente,
Sobre nossas preces.
Que elas levem consigo a nossa história
Escrevam-na no vento
E guardem-na no céu.
Onde as nuvens a embalaram em um calmo e constante navegar.
E que junto do Sol se guarde
O grande amor de dois corações.
Que de tanto amar,
Tanto Luar
E Brilhar
E Brilhar
Perdeu-se nas curvas das Estações...
Da sua,
Sempre sua árvore de cerejeira.
L.H.