Meus dizeres já percorreram tantos lugares, tantos estados, tantos estares..
Já serviram de caridade para meu próprio caminhar.
Daqui para lá de lá para cá.
Já dançaram amores, desamores, devaneios, couve-flores.
tantos ritmos..
Já foram colírio.
Delírio.
Algo muito próximo do alívio de se respirar
em paz.
Já foram ditas,
malditas,
Na esperança de me esvaziar.
Minhas palavras,
(nunca minhas)
Sempre apenas,
demasiadamente
suficientes
palavras.
Moram hoje na complexa simplicidade de se viver / estar.
L.H.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Ensaio sobre a partida/ a chega/ a estadia/ e a moradia.
Oi.
Vim te dizer obrigada. Obrigada por acreditar em mim.
Obrigada por me apoiar. Sempre fomos duas. Só.
Sei do peso, muitas vezes fardo, que foi me carregar
sozinha. Desde sempre.
Mas criastes belas pernas. Sonhadoras. Que decidiram sair
andando por aí.
Criastes-me com asas. Asas grandes que nasceram para
voar. Por vezes, delicadas..
Em alguns percursos, dificuldades, obstáculos, viram-se meio
depenadas.
Mas sempre soubemos curá-las juntas. Você as minhas e eu as
suas.
Porque sempre fomos duas. Duas sonhadoras. Duas
batalhadoras. Duas amigas. Duas pessoas que a vida sabiamente uniu como mãe e
filha.
Mãe
Prometo-te alçar voo
nos mais altos céus.
Alcançar Nuvens. Auroras. Amanheceres. Arco- íris. Sol. Lua
e estrelas cadentes.
Livre. Plena. Inteira.
Digo-te isto, pois acho
que sabes o que é o céu para mim?!
São as margaridas do teu jardim. Todo o teu amor e a fonte
de inspiração que tu és até hoje para mim.
Prometo te estar verdadeiramente bem onde sempre quis estar.
De corpo alma e coração. Viva. Pulsante. Alegre. Radiante.
Hei de trazer acalento ao teu coração e brilho ao teu olhar,
Hei de transformar minha breve existência em poesia para te
contar.
Hei de me tornar, por vezes, água para te refrescar.
E se hoje sorrio o sorriso mais pleno e sincero,
É porque tu me ensinaste a voar e ajudou-me a encontrar o
caminho
Que estou a trilhar.
Digo-lhe:
Trilhá-lo-ei com todo
o amor. Força. Determinação. Emoção. Inspiração. Luz. Fé
E sempre,
Sempre
Gratidão.
Juntas,
Para sempre.
Da pessoa que mais te ama neste mundo.
Louise ‘Mopi’.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Vivo neste momento em pleno movimento de amar. Num intenso
impulso de tocar. Acariciar.Sentir.Semear.
Semeio sementes que me dedico, desde já, a cuidar com todo o
amor que há.
São nossas. Tão nossas. Cada dia mais íntimas,
mais próximas.
São sementes de frutos já colhidos. Já vividos e entendidos.
Frutos esses que saudosos geraram mais sementes para
plantarmos.
Sementes de amor
cheias de cor, vida e
sabor.
Que quero colher ao lado teu, encanto meu, que canta o som
de nós dois.
L.H.
Aqui quase sempre, Quase..
É só.
Uma cidade de pouca luz. Pouca vida. Apenas um bocado de
cucas. Palmeiras e ralas flores.
As ruas são em sua maioria preservadas. Pouco se
roda/move/gira sobre elas. Pouca velocidade. Pouca
curiosidade. Pouca
criatividade.
Uma pequena grande cidade.
“Pequena no pior sentido. No sentido singular da palavra.”
Asfixia os que almeja voar com sua falta. Falta de
tudo.
Aqui se prioriza a massa, o padrão, o comum, a superfície, o
externo, o lado de fora.
Ninguém olha para dentro, ninguém se olha. Ninguém troca.
É cinza. É tudo de um.
Não existe opção. “É branco ou branco, é preto ou preto, é pra direita
ou direita”.
Neste “meu lugar” a cultura se esvai. Distrai-se com olhares
admirados de outros lugares.
Já se foi a muito.. (Se é que um dia houve...)
Salvo raras almas que ainda tentam manter viva a chama da
vida. Do ar. Da música. Da arte. Da individualidade (no bom sentido da
palavra). Personalidade. Da dança. Da sensibilidade e do conteúdo próprio de
uma cidade cada vez mais desapropriada.
L.H.
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