quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Aqui quase sempre, Quase..

É só.

Uma cidade de pouca luz. Pouca vida. Apenas um bocado de cucas. Palmeiras e ralas flores.

As ruas são em sua maioria preservadas. Pouco se roda/move/gira sobre elas. Pouca velocidade. Pouca 
curiosidade. Pouca criatividade.

Uma pequena grande cidade.

“Pequena no pior sentido. No sentido singular da palavra.”

Asfixia os que almeja voar com sua falta. Falta de tudo. 

Aqui se prioriza a massa, o padrão, o comum, a superfície, o externo, o lado de fora.

Ninguém olha para dentro, ninguém se olha. Ninguém troca.

É cinza. É tudo de um.  Não existe opção. “É branco ou branco, é preto ou preto, é pra direita ou direita”.

Neste “meu lugar” a cultura se esvai. Distrai-se com olhares admirados de outros lugares.

Já se foi a muito.. (Se é que um dia houve...)

Salvo raras almas que ainda tentam manter viva a chama da vida. Do ar. Da música. Da arte. Da individualidade (no bom sentido da palavra). Personalidade. Da dança. Da sensibilidade e do conteúdo próprio de uma cidade cada vez mais desapropriada.  

L.H.


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