Aqui quase sempre, Quase..
É só.
Uma cidade de pouca luz. Pouca vida. Apenas um bocado de
cucas. Palmeiras e ralas flores.
As ruas são em sua maioria preservadas. Pouco se
roda/move/gira sobre elas. Pouca velocidade. Pouca
curiosidade. Pouca
criatividade.
Uma pequena grande cidade.
“Pequena no pior sentido. No sentido singular da palavra.”
Asfixia os que almeja voar com sua falta. Falta de
tudo.
Aqui se prioriza a massa, o padrão, o comum, a superfície, o
externo, o lado de fora.
Ninguém olha para dentro, ninguém se olha. Ninguém troca.
É cinza. É tudo de um.
Não existe opção. “É branco ou branco, é preto ou preto, é pra direita
ou direita”.
Neste “meu lugar” a cultura se esvai. Distrai-se com olhares
admirados de outros lugares.
Já se foi a muito.. (Se é que um dia houve...)
Salvo raras almas que ainda tentam manter viva a chama da
vida. Do ar. Da música. Da arte. Da individualidade (no bom sentido da
palavra). Personalidade. Da dança. Da sensibilidade e do conteúdo próprio de
uma cidade cada vez mais desapropriada.
L.H.
Nenhum comentário:
Postar um comentário