quarta-feira, 22 de maio de 2013





Ouviu-se a noite o silêncio.

A ausência do canto. Da palavra. Dos ruídos. Dos passos e pegadas.

Ouvi a ausência dos teus pensamentos.

Senti falta dos teus braços.

Procurei-te em meus sonhos.

Mas até mesmo nesses, você já não estava.

Sinto a cada dia,

O lento maturar de minhas pétalas.

E neste processo,

Uma dor que só aumenta.

As coisas não diminuem com o passar do tempo.

As coisas são – opcionalmente - esquecidas.

Mas nunca se vão.

A lembrança que quero o tempo não apagará.

Não diminuirá.

Elas permanecerão em mim. Frescas. Límpidas.

Tal como as águas correntes do rio.

Vivas. Em movimento.

As minhas lembranças são parte de mim.

E as principais. As tuas, as minhas, as nossas. Não esquecerei jamais.

Por que me apaixonei por cada uma delas.

L.H.

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