domingo, 5 de dezembro de 2010

Inspiro, Expiro.


Abro a porta do meu turbulento passado. Corro por ele. Devasto-o, encaro-o, me corto novamente.
Sangro
Branco,
Preto,
Cinza, cinzas..
Sufocam-me várias vozes, julgamentos, conselhos infundados, opiniões sujas, escrotas e estranhas.
Furacão de sensações.
Ventania forte,espalha o quebra cabeça abandonado do ontem..

Arrependimentos,
Vergonhas,
Aventuras e Desventuras... despedaçadas são jogadas uma a uma em minha mente, e  assisto-as em seqüência, como um filme atormentador.

Desvalorização,
Desumanidade.
Será que só existem corações de pedra nesta selva não concreta em que vivemos?!

Não. Grito.

Chega de amarras passadas. Chega do meu ontem.

Acabou,
Passou,
E o desmontei, para remontá-lo
E me impermeabilizar contra seu veneno,
Para ser imparcial a dor.
E descongelar sentimentos.

Os descongelo para mudar
Para me mudar
Para lhes mudar
Para mudar quem os mudou
Para mais tarde compartilhar essa mudança.

E assim vou me polindo...
Minhas pontas vão tornando-se superfícies convexas e lisas..
Camadas experientes e vividas, porém sem a aspereza dos anos e das experiências mal resolvidas.


                                                                                                                        L.H.

Nenhum comentário:

Postar um comentário