quinta-feira, 14 de março de 2013

Caixa colorida.





Bebendo da mais profunda fonte subjetiva.

Embalo-me na essência infinda.

Vivencio a vida através de outros olhos.

De outros passos

De outros corpos.

Entrego-me ao que desconheço

Para reconhecer-me em outros lugares.

Sou um poço de pulso.

Um lago argento.

Uma bola de chicletes cor de rosa.

Uma toalha de mesa florida.

Um guarda-sol de praia.

Sou uma infinidade de coisas. Seres. Pensamentos. Emoções. Sensações.

Sou infinita e irreconhecível

Pois vivo cada momento,

Profundo.

Fundo.

Sou incabível pois quero viver e sentir o mundo!


L.H.

sábado, 9 de março de 2013




Os mesmos ventos que trouxeram

Levam-te agora...

Por quê?

O que o tempo nos reserva futuramente

Para que precisemos estar separados?

E se..

A única função de tudo que construímos

Fosse desconstruir?

E se todas as lágrimas que chorarmos

Quisessem apenas alertar

Que juntos..

Continuaríamos chorando?

E se... a única função do nosso amor..

Fosse nos mostrar o verdadeiro sentido da palavra dor?

E se...





Essa perguntas nunca tiverem respostas?

E se..

Eu.. e todas as minhas perguntas...

Não passassem de uma grande e eterna dúvida?


L.H.

sábado, 2 de março de 2013


Passos de Gabriela.

Por entre seus lentos passos, Gabriela sente o mundo.

Engloba céus e terras com suspiros e respiros profundos.

Reinventa. Colore. Desenha.

Pinta com toda sua vasta imaginação um universo cheio de poesia.
...
Gabriela Voa.

Vive.

Sente.

Dança.

Chora.

Canta.

Encontra-se em olhares profundos e sorrisos sinceros.

Em toques macios, palavras sublimes e insetos.

Passeia e brinca por todas as camadas que a revestem.

Sempre cheia de vida.

Gabriela é Livre.

Linda.

É artista.

É infinita.

Com Amor,

L.H.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Menino dos olhos de Mar

Gostava de flores, 
              de noites de luar,
              de um pôr-de-sol que decompunha o céu em várias cores,
              e de estrelas à brilhar.

Gostava de feixes de sol por entre os galhos de uma árvore,
                            de tardes de verão,
                            do aroma fresco da manteiga no pão,
                            do canto da cotovia,
                            e de toda a delicadeza com que a natureza se fazia.

Gostava de olhar. Observar as pequenas coisas que o mundo produzia.

No silêncio escrevia seus pensamentos.

Com seu olhar límpido azul-estrelado, transmitia tudo que sentia. Paixão. Essência. Emoção.

Ele,

    Se constituía de pura sensibilidade, amor, sonho e magia.

Em seus olhos refletia-se um mundo de Fantasia.



Acreditava no Amor,
E por acreditar, transformava-se em tal sentimento.

Sonhava!
E por sonhar, 
transformava sua realidade.


Ele era. 
Ele é.
É o que sonha.
É o que quer.

É Amor.
É Magia.
É Arte.
É Poesia.

É Ator.
É Musico.

É Artista!

Ele é o que é.
E por ser o que é, de verdade,
Tornou-se o menino dos meus olhos. do meu sorriso. do meu coração. do meu amor. Da minha canção.



L.H.

À      A.B.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012



Em meio ao Jardim,

Como rosas

Florescemos.

Sob uma leve brisa de verão

Um iluminado feixe de luz

Renascemos.

Após tempestades e escuridão

A vida despertou-nos

Com seu brilho.

E embalou-nos

Com a mais bela canção de amor.



L.H.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Gira Meu Girassol.




Caro Girassol, querido Girassol.



É com imenso aperto em meu peito

E lágrimas nos olhos

Que venho lhe pedir

Mais uma vez.

Mais uma única vez.

Se estiver pedindo muito,

Peço que respire fundo e

Deixe a Lua banhar- nos uma vez mais, sequer.

Se não.

Um último olhar.

Um “primeiro – último” encontro.

No parque.

Para que sejamos abençoados pelas folhas que caem, lentamente,

Sobre nossas preces.

Que elas levem consigo a nossa história

 Escrevam-na no vento

E guardem-na no céu.

Onde as nuvens a embalaram em um calmo e constante navegar.

E que junto do Sol se guarde

O grande amor de dois corações.

Que de tanto amar,

Tanto Luar

E Brilhar

Perdeu-se nas curvas das Estações...


Da sua,

Sempre sua árvore de cerejeira.  



L.H.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012



Percorro longas distâncias

Sob chão frio e incerto.

Escalo alturas instáveis e cheias de neblina.


Sobre meus olhos repousam nuvens

Que me embaralham as idéias

E os caminhos.


Sobre meu coração

Repousam dúvidas.



Como que em ondas

Elas inundam todo meu corpo e alma

Tornando aquilo que Respira,

Asfixia.


 L.H.